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Governo aperta regras para carros novos e quer veículos mais econômicos nos próximos anos


O governo federal definiu as regras que detalham as metas de redução do consumo de energia e da emissão de gás carbônico (CO₂) dos carros vendidos no país. As medidas fazem parte do Programa Mover (Mobilidade Verde e Inovação), lançado recentemente, e devem impactar diretamente o mercado automotivo — inclusive com potencial economia no bolso dos consumidores na hora de abastecer veículos novos.


O que muda com o Programa Mover


As novas regras obrigam montadoras e importadoras a reduzir, de forma progressiva, o consumo de energia dos veículos comercializados no Brasil. Na prática, isso significa que as empresas terão de ampliar a oferta de modelos mais eficientes, sob risco de descumprir as normas oficiais focadas em eficiência energética.

A estratégia vale tanto para veículos de passeio quanto para comerciais leves.


Como funcionam as metas de eficiência


O programa estabelece uma lógica de compensação:

  • Quanto mais veículos com alto gasto energético uma empresa vender, maior será a pressão para que ela compense esse impacto com a comercialização de modelos mais eficientes;

  • Entram nesse grupo veículos híbridos, elétricos ou flex com menor consumo de combustível;

  • Tecnologias que reduzam o consumo de combustível ao longo da vida útil do veículo também passam a gerar “créditos regulatórios” para as montadoras.


Incentivo a híbridos e elétricos

As novas regras devem acelerar a presença de veículos híbridos e elétricos no mercado brasileiro. Esses modelos passam a ter peso maior no cálculo das metas, funcionando como um incentivo indireto para que as montadoras invistam em mobilidade de baixo impacto ambiental.

Até 2030, a participação desses veículos na contabilidade das empresas será ainda mais relevante.


Regras mais rígidas para modelos de alto desempenho


Carros esportivos e modelos de alto desempenho também entram no programa, mas com benefícios limitados e sob regras mais rígidas. A intenção é evitar que veículos com elevado consumo energético desequilibrem o cumprimento das metas ambientais.


Fiscalização e auditorias


O MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) poderá exigir:

  • Auditorias técnicas;

  • Testes em veículos reais, inclusive retirados diretamente dos estoques das empresas.

Caso haja divergência entre os dados declarados pelas montadoras e os resultados dos testes oficiais, prevalecerá o resultado da auditoria.


Impactos para o consumidor e para o mercado

Com a implementação do Programa Mover, o Brasil avança em direção a uma mobilidade mais sustentável, incentivando inovação tecnológica, redução de emissões e maior eficiência energética. Para o consumidor, a tendência é de veículos mais econômicos, com menor consumo de combustível e menor impacto ambiental ao longo do tempo.

 
 
 

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